| Reino: | Animalia |
| Filo: | Chordata |
| Classe: | Aves |
| Ordem: | Falconiformes |
| Família: | Falconidae |
| Leach, 1820 | |
| Subfamília: | Falconinae |
| Leach, 1820 | |
| Espécie: | F. femoralis |
O falcão-de-coleira é uma ave falconiforme da família Falconidae.
Também conhecido como cauré, gavião-de-coleira, gavião-pombo (São Paulo), gavião-de-cerrado, gavião-do-campo, falconete, olheiro e falcao-aplomado.
Seu nome científico significa: do (latim) falco com origem no (grego) phalkön = falcão; e do (latim) femoralis, femoral, femur = cobertura para a coxa, fêmur. ⇒ Falcão com cobertura na coxa.
Ambos os sexos são semelhantes, sendo que a fêmea é maior do que o macho. O macho mede entre 35 e 38 centímetros e pesa entre 208 e 305 gramas. A fêmea mede entre 43 e 45 centímetros e pesa entre 271 e 460 gramas. Espécie esbelta, de asas e cauda bastante longas. A cabeça, testa, coroa nuca e manto são cinza ardósia com as bordas das penas brancas. Bochechas e garganta são brancas, separados por uma listra malar escura. Possui largas faixas supra-oculares brancas ligando-se na nuca onde sua coloração torna-se amareladas e abaixo, uma faixa cinza-ardósia terminando nas laterais da cabeça. A cauda é escura, finamente barrada com cinco faixas brancas e faixa terminal branca. Na asa aberta nota-se orla posterior nitidamente esbranquiçada, secundárias com larga ponta branca, o que é bem pronunciado em voo. As penas rêmiges são enegrecidas.
Nas partes inferiores apresenta peito branco e o ventre escuro apresenta fino barrado com as penas apresentando as margens ou bordas brancas. O crisso e os calções são castanhos. O bico é cinza escuro com cere amarelo. Os olhos são marrom escuro com anel periocular amarelo. Tarsos e pés também são amarelados.
O imaturo apresenta as partes superiores na cor castanho escuro com o peito manchado e sobrancelha mais clara.
Possui três subespécies reconhecidas:
Caça rente ao solo em campos e restingas. Às vezes peneira. Come insetos, também cupins em revoada, lagartixas, morcegos e ocasionalmente pássaros e até cobras peçonhentas como a jararaca. Aparece nas grandes queimadas, onde pousa em árvores à frente do fogo para localizar presas.
* Notas de observação pessoal (Alexandre Faitarone – Jaguariúna-SP - Maio/2011).
Estes rapinantes costumam caçar em pares e utilizam poleiros altos como este para terem uma visão privilegiada.
Não constroem ninhos, pois ocupam os já feitos por outras aves ou coloca seus ovos em ocos e cavidades de arvores. Os ovos costumam ser densamente manchados, mas podem ser marrons quase uniformes. A postura dos ovos, que são em média 3, tem início entre agosto e setembro. A fêmea é encarregada da incubação e, após a eclosão, esta cuida dos filhotes enquanto o macho sai em busca de alimento.
Espécie campestre, ocorre em áreas abertas como campos, cerrados, cerradões, bosques abertos, áreas agricolas e urbanas. Em áreas campestres, costuma pousar sobre árvores baixas, mourões de cerca e cupinzeiros, de onde procura suas presas. E, em áreas urbanas, pode ser encontrado pousado sobre postes, fios de eletricidade, antenas e borda de edifícios.